A busca por uma formação de qualidade é o caminho escolhido por milhões de brasileiros que sonham com uma vida profissional mais estável. No entanto, o custo das mensalidades em instituições privadas ainda é um obstáculo significativo para grande parte da população. É nesse contexto que o empréstimo estudantil surge como uma alternativa para democratizar o acesso à educação superior.
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Muitos estudantes precisam recorrer a financiamentos para conseguir pagar o curso desejado, já que nem todos têm condições de arcar com os custos do ensino particular. Seja para cursos de graduação, pós-graduação ou técnicos, o financiamento pode ser o diferencial entre abandonar ou concluir a formação. O importante é entender as opções disponíveis e escolher aquela que melhor se adequa à sua realidade.
Como funciona o FIES e para quem ele é indicado?

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do governo federal criado com o objetivo de facilitar o acesso ao ensino superior para estudantes de baixa renda. Ele oferece financiamento a juros baixos e com início do pagamento apenas após a conclusão do curso, o que ajuda o estudante a se formar antes de começar a quitar a dívida.
Para solicitar o FIES, é necessário ter participado do ENEM em uma das edições recentes e apresentar uma pontuação mínima exigida. Além disso, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. O estudante também precisa estar matriculado em uma instituição privada com curso avaliado positivamente pelo MEC.
Uma das vantagens do FIES é que, durante o período do curso, o estudante paga apenas um valor simbólico a cada três meses, referente aos juros. Após a formatura, há um período de carência para que o aluno se insira no mercado de trabalho e então inicie o pagamento do saldo devedor. Ainda assim, é preciso ficar atento às novas regras e à disponibilidade de vagas, pois o número de contratos é limitado.
O crédito universitário privado como alternativa ao FIES
Com o aumento da demanda por financiamento e a limitação das vagas no FIES, surgiram diversas alternativas privadas que atendem diferentes perfis de estudantes. Bancos e fintechs têm criado modalidades específicas de crédito universitário que oferecem mais flexibilidade, embora geralmente apresentem juros um pouco mais altos do que os do programa federal.
Entre as opções privadas, destacam-se iniciativas como os financiamentos oferecidos por instituições como Santander Universidades, Bradesco Universitário e Itaú. Esses bancos disponibilizam crédito estudantil para graduação e pós-graduação com condições variadas, que podem incluir carência, parcelamento e taxas diferenciadas conforme o perfil do cliente.
Outro modelo interessante é o financiamento por meio de empresas especializadas, como a Fundacred e a Pravaler. Essas instituições atuam em parceria com universidades privadas e possibilitam o parcelamento das mensalidades em prazos maiores, muitas vezes sem a necessidade de fiador. A aprovação costuma ser mais rápida e o processo é quase totalmente digital, o que facilita o acesso.
Pravaler: o financiamento mais popular entre os estudantes
O Pravaler é um dos financiamentos privados mais utilizados atualmente no Brasil, especialmente por estudantes que não conseguem acessar o FIES. Ele permite parcelar o valor da mensalidade em prazos maiores, muitas vezes dobrando o número de parcelas, o que reduz significativamente o valor mensal a ser pago pelo estudante.
O grande diferencial do Pravaler é a ausência de juros em muitos contratos, dependendo da instituição de ensino e do convênio firmado. Além disso, não é necessário fazer o ENEM ou comprovar renda familiar baixa, o que torna o acesso mais democrático. A contratação é feita de forma online, e a análise de crédito é realizada em poucos dias.
Durante o curso, o estudante já começa a pagar o valor financiado, mas em parcelas reduzidas. Esse modelo ajuda a evitar o acúmulo de dívidas para depois da formatura. Ao final do contrato, caso o aluno ainda tenha mensalidades a financiar, pode renovar o acordo para o próximo semestre, desde que esteja adimplente e aprovado na universidade.
Empréstimo pessoal para educação: uma opção flexível, mas com cautela
Outra alternativa que muitos estudantes consideram é o empréstimo pessoal oferecido por bancos ou fintechs, voltado para educação. Nessa modalidade, o estudante ou responsável solicita o valor necessário para pagar a mensalidade ou o curso inteiro, com liberdade para negociar prazos e valores diretamente com a instituição financeira.
A vantagem dessa opção é a flexibilidade. O crédito pode ser usado não apenas para cursos de graduação, mas também para pós-graduação, cursos técnicos, profissionalizantes ou intercâmbios. Além disso, muitos bancos oferecem linhas de crédito específicas para educação, com juros mais baixos do que os empréstimos tradicionais.
Por outro lado, é preciso ter cautela. Diferente do FIES ou de programas como o Pravaler, o empréstimo pessoal começa a ser cobrado imediatamente após a liberação do valor. Isso significa que o estudante precisará arcar com as parcelas mensais ao longo do curso, o que pode pesar no orçamento. Antes de optar por esse modelo, é essencial calcular os custos totais e garantir que haverá estabilidade financeira para manter os pagamentos em dia.
Critérios importantes para escolher o melhor financiamento
Escolher o empréstimo estudantil ideal exige atenção a diversos fatores que podem impactar diretamente no bolso do estudante. O primeiro deles é a taxa de juros, que pode variar bastante entre instituições. Programas públicos costumam ter taxas mais baixas, mas exigem critérios mais rígidos. Já os programas privados oferecem maior flexibilidade, porém com custos maiores.
Outro aspecto importante é o prazo de carência. Ter um tempo após a formatura para começar a pagar as parcelas pode ser essencial para quem precisa se estabilizar profissionalmente antes de arcar com a dívida. Por isso, é interessante buscar financiamentos que ofereçam um período adequado para a inserção no mercado de trabalho.
Além disso, é essencial verificar se o financiamento exige fiador ou comprovação de renda. Algumas opções são mais acessíveis justamente por não exigirem garantias, o que facilita a contratação por estudantes autônomos ou cujas famílias não tenham como comprovar renda formal. Comparar diferentes opções, simular os custos e entender todas as cláusulas contratuais é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.
Dicas para evitar o endividamento excessivo durante os estudos
Optar por um financiamento estudantil é uma decisão importante, mas também requer planejamento. O estudante deve ter uma visão realista sobre sua capacidade de pagamento, tanto durante quanto após o curso. É recomendável montar um orçamento pessoal e incluir as parcelas no planejamento financeiro antes mesmo de assinar o contrato.
Evitar o endividamento excessivo significa também avaliar se o curso escolhido realmente oferece boas perspectivas de retorno no mercado de trabalho. Cursos com alto índice de empregabilidade ou que oferecem salários mais elevados tendem a justificar melhor o investimento em um financiamento estudantil.
Por fim, é fundamental manter a organização financeira ao longo dos estudos. Mesmo que o valor das parcelas seja baixo, deixar de pagar pode resultar em juros, multas e até inadimplência. Um bom planejamento desde o início pode transformar o financiamento em uma ferramenta valiosa para o crescimento profissional, sem que ele se torne um peso após a formatura.